domingo, 23 de agosto de 2009

Desespero existencial..


Hoje,sento-me a beiro do precipício

Olho a rocha escarpada

Pependicular ao rio

Essas correntezas revoltas que me atraem

Hipnotizada sinto o anjo negro

Num abraço de morte

O negrume penetra minhas entranhas

Meus olhos raiados de breu não te veêm

Raízes seculares sugam a água da encosta

Meus pés desnudos estáticos

Pisam os espinhos das rosas mortas

No céu e nas nuvens pardas

Cobrem-me de saudade

Na minha mente uma série de deja-vus

Rasgam -me a alma como espinhos de rosas

O meu corpo alado ergue-se

Pronto arrojar-se para o abraço eterno negro da morte

Minha mente exita,meu corpo estremece

É tão fácil voar para o abismo

Permanecer voando no infinito

Não sofrer,não pensar

Apenas voar sem passado

Sem presente,sem futuro

Sentindo a alma navegar

Ao sabor da brisa divina

Ah! como é tão fácil morrer e não pensar

Atiro-me feliz nos braços negros do vácuo

Sem gritos,sem dor

No vazio do infinito

Seduzida pela pulcritude do limbo.





No limite do seu desepero existencial,é isso que sente

queres morrer?Interrogo-me perplexa sem respostas,e tu amigo que lê

este poema sabe responder?


Porque desiste de viver aqueles que se suicidem?

Que desespero te levas a querer morrer será mais fácil desistir ou lutar

pela vida..

Reflete analisa e conclui..

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