Hoje,sento-me a beiro do precipício
Olho a rocha escarpada
Pependicular ao rio
Essas correntezas revoltas que me atraem
Hipnotizada sinto o anjo negro
Num abraço de morte
O negrume penetra minhas entranhas
Meus olhos raiados de breu não te veêm
Raízes seculares sugam a água da encosta
Meus pés desnudos estáticos
Pisam os espinhos das rosas mortas
No céu e nas nuvens pardas
Cobrem-me de saudade
Na minha mente uma série de deja-vus
Rasgam -me a alma como espinhos de rosas
O meu corpo alado ergue-se
Pronto arrojar-se para o abraço eterno negro da morte
Minha mente exita,meu corpo estremece
É tão fácil voar para o abismo
Permanecer voando no infinito
Não sofrer,não pensar
Apenas voar sem passado
Sem presente,sem futuro
Sentindo a alma navegar
Ao sabor da brisa divina
Ah! como é tão fácil morrer e não pensar
Atiro-me feliz nos braços negros do vácuo
Sem gritos,sem dor
No vazio do infinito
Seduzida pela pulcritude do limbo.
No limite do seu desepero existencial,é isso que sente
queres morrer?Interrogo-me perplexa sem respostas,e tu amigo que lê
este poema sabe responder?
Porque desiste de viver aqueles que se suicidem?
Que desespero te levas a querer morrer será mais fácil desistir ou lutar
pela vida..
Reflete analisa e conclui..
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